Zé do Carmo (Em Memória)

José do Carmo Sousa, ou Zé do Carmo nasceu em Goiana, em 1933 e é considerado desde 2002 um patrimônio vivo de Pernambuco. Em 1940, aos sete anos aprendeu com sua mãe a fazer brinquedos de barro para vender na feira. Com dez anos foi ser sacristão, mas depois deixou o cargo para poder continuar modelando a arte popular. Ele teve a ideia de criar anjos com feições que retratam o homem nordestino, mas sua mãe não aprovou e ele teve que continuar fazendo apenas anjos bíblicos. Quando sua mãe faleceu, ele passou a fazer os anjos como queria, com cara de gente popular e tocando os instrumentos populares, como sanfona, viola e zabumba. Em 1980, com a vinda do Papa ao Brasil, a pedido de Dom Hélder Câmara, criou uma escultura para ser entregue ao Papa João Paulo II. Mas Câmara não aprovou o Anjo Cangaceiro, dizendo que aquela imagem era profana. A peça então foi vetada, e hoje se encontra na cidade de Goiana, no ateliê de Zé do Carmo. Hoje ele está mais dedicado à pintura, porém, em seu ateliê, são exibidos algumas peças do acervo de esculturas de cerâmica. Suas peças são apreciadas em vários estados brasileiros e em outros países também.


Uma das criações de Zé do Carmo, deixou de ser estátua de cerâmica, e ganhou vida própria. Uma vez por ano, o Vovô Natalino circula pelas ruas da periferia de Goiana, e nas Comunidades de Pontas de Pedra e Carne de Vaca distribuindo presentes para as crianças que vivem nas periferias. O personagem entrega a mensagem do feriado de Natal para as crianças numa versão adaptada com características da cultura nordestina.

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