Igreja de Nossa Senhora dos Homens Preto

As irmandades de Nossa senhora do Rosário dos Homens Pretos tem sua origem no século XVI, quando os jesuítas de Olinda fundaram as primeiras associações religiosas destinadas à doutrinação dos africanos recém-chegados da África. Tal iniciativa foi estimulada pelo Papa Gregório XIII que na segunda metade daquele século, incentivou a criação de tais confrarias para “doutrinação de dogmas da religião católica para escravos recém-chegados nos continentes”.

O templo foi erguido em 1835, segundo um arquivo do Convento de Santo Alberto, no mesmo lugar de uma antiga capelinha que existia no século XVI.  No passado, muitas manifestações religiosas e folclóricas da cidade eram realizadas em frente à igreja. As duas festas mais concorridas eram a de São Benedito, que apresentava folguedos e teatrinhos e a da Congada, que era composta por danças e cantos de origem africana na qual os negros comemoravam a coroação de um Rei do Congo.

A igreja teve sua última restauração concluída no ano 2000. Sua fachada é composta por quatro portas, sendo uma de acesso a torre sineira. Esta é desenhada em estilo rococó. No frontão, encontra-se o brasão do sagrado coração de Jesus.


Em versão não-oficial, é conhecido que a Igreja serviu de abrigo para as atividades da Terpsípcore, um clube abolicionista, do qual o sapateiro Basílio Machado e do Oleiro José Pires Vergueiro. A Tersípcore, juntamente com o Clube do Cupim, exerceram um papel fundamental para que a Abolição da Escravatura acontecesse em Goiana no ano de 1887, um ano antes da Princesa Isabel sancionar a Lei Áurea.